domingo, 1 de fevereiro de 2009



Muito obrigada por todas as visitas ao longo destes meses,
mas eu fico-me por aqui…

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Carta que veio do gelo



A neve põe a cabeça das pessoas a andar à roda… A prova disso é esta carta escrita pela minha rica progenitora à irmã, no distante ano de 1987, quando uma família do Litoral Norte foi, pela primeira vez, apanhada no meio da neve…



Quarta, 14 de Janeiro de 1987

Atão Natália!

Tudo bem?
É com um metro de neve (?!) que escrevo esta carta. Todas as comunicações estão cortadas e S.Bartolomeu encontra-se isolado do resto do mundo. Só conseguimos saber o que se passa pela rádio, já que a nossa T.V. não funciona devido a um espesso manto de neve que cobre o nosso telhado, impedindo a antena de captar o que quer que seja.
O Gusto não vai trabalhar há dois dias pois não consegue tirar o carro da garagem. Passa o tempo a rachar a pouca lenha que nos resta e teremos de aguentar com o que temos até o bom tempo voltar.
Em casa, tenho que descascar as batatas de luvas porque os dedos, adormecidos pelo gelo, não me obedecem.
A Mª João está constantemente debaixo de uma lâmpada para pintainhos para ver se não encolhe com o frio.
Quando acabará o pesadelo?
A Joana chora e diz a toda a hora:
- Mamã! Quero ir p´ro vôvô de Mijães (Ela diz Mijães, porque não sabe ainda bem falar, já se vê).
O Gusto anda muito tenso porque há dois dias que a barba dele deixou de crescer por causa do frio. Eu bem lhe digo que é porque anda nervoso, que ela voltará a crescer quando estiver mais calmo, mas ele está convencido que tem os poros entupidos com o gelo e diz que sem a barba, nada voltará a ser o que era. Às vezes, levanta-se de noite, e vai até ao espelho, talvez por sentir algum formigueiro (ou coisa parecida) no queixo, mas volta à cama abatido e desiludido.
A Mª João, coitadinha, ainda não se apercebeu da situação porque o anjinho ainda é pequenino, mas a Joana, que já se apercebeu de tudo, anda triste e perdeu a vontade de comer (!!).
Eu já não sei nem o que fazer, nem o que dizer. Éramos tão felizes!
Para cúmulo, a água congelou nos canos e temos que ir buscá-la ao poço.
Ontem, o Gusto atou-me a uma corda e, com uma pica e um balde, desci para o poço. A vela que eu trazia atada à testa apagou-se e dei um valente trambolhão no gelo. Graças a Deus, a queda não foi grave, mas eu já disse que hoje não voltava para lá e que era a vez dele de descer àquele inferno!
Querida irmã, sei que lá onde tu te escondes, está também muito frio.
Não desistas! É a fé que te salvará!
Marcha, marcha alegre e confiante, tu és nova e tens ainda muito que ver e cheirar. Pensa que, se estás mal, outros estão melhor do que tu, e talvez isso te sirva de consolo.
Unta o corpo com óleo de foca (haverá focas em Vila Real?) e fricciona-o com um pano de lã de carneiro velho e cansado.
Natália, estamos contigo! Luta, luta! Só faltam dois meses para a Primavera!
Antes de acabar, mando-te um pouco de Sol e espero receber notícias tuas (isto é se o carteiro não morrer congelado, entretanto...).

Tua irmã querida,
Fernanda


Em 1987 nevou na nossa Viana, e eu só precisei de um mês de vida para ver nevar! yeah!! Hoje, apesar do cruel desmame, lá deixei a lâmpada de lado, o meu pai continua muito macho, a minha mãe nunca mais teve de voltar a ir buscar água ao poço, nem a Joana voltou a perder o apetite. Ah, e recuperamos a felicidade, by the way...
P.S.: Sabem o que aconteceu no ano a seguir a ter nevado no meu Norte? Sabem? Sabem? Sabem? Estou há quase duas décadas à espera que o-sucedido-se-volte-a-suceder, e ninguém parece querer fazer-me a vontade...

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

Ó Norte, anda prá minha beira!



Em época de exames, o tempo de escrever não é muito. Mas como há gente que vive disto, hoje deixo cá o texto-mais-delicioso-de-todos-os-tempos. É brilhante, brilhante, comprido, comprido. Gostava de ter sido eu a escrever, mas não teria talento para tanto. É ‘O Norte’, por Miguel Esteves Cardoso...


"Primeiro, as verdades.

O Norte é mais Português que Portugal.

As minhotas são as raparigas mais bonitas do País. O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela. As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram. Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas. Mais verdades.No Norte a comida é melhor. O vinho é melhor. O serviço é melhor. Os preços são mais baixos. Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia. Estas são as verdades do Norte de Portugal.

Mas há uma verdade maior. É que só o Norte existe. O Sul não existe. As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta. Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte. No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista? No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro. Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país. Não haja enganos. Não falam do Norte para separá-lo de Portugal. Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal. Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal. Mas o Norte é onde Portugal começa. Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo. Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte. Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular. É esta a verdade. Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul - falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.

No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa. O Norte cheira a dinheiro e a alecrim. O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade. Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.

O Norte é feminino. O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso. As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos. Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas. São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente. Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial. Só descomposturas, e mimos, e carinhos.

O Norte é a nossa verdade. Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores. Depois percebi. Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o "O Norte". Defendem o "Norte" em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente. No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.

O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os-Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.

O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm de dizer "Portugal" e "Portugueses". No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como "Norte". Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?"


Que nunca ninguém ouse tirar-me o Norte!


terça-feira, 6 de janeiro de 2009

Eu (também) já...



A ideia foi do Arrumadinho, mas cá vai…


Eu já fui capitã de uma equipa.
Eu já varri lixo para baixo do tapete.
Eu já recebi um aperto de mão do grande Martin Pringle.
Eu já disse mal de um professor quando ele estava atrás de mim.
Eu já sonhei que o Pinto da Costa me matava (sonho recorrente).
Eu já patinei no gelo, sem chegar nunca a beijá-lo.
Eu já fiz arroz bom, não me lembro bem como era, mas já fiz.
Eu já toquei na Fanfarra dos Escuteiros.
Eu já estive na horrenda Turku.
Eu já quis ter usado aparelho, rachado a cabeça e partido um braço ou uma perna.
Eu já bati com o carro da minha tia, no carro do meu tio.
Eu já fiz batota a jogar às cartas.
Eu já arrumei as Químicas Orgânicas.
Eu já comi meio flan às escondidas.
Eu já matei muuuuuitas moscas.
Eu já detestei pizza.
Eu já acreditei no Quique.
Eu já fui picada no rabo por um garnizo possuído pelo demónio.
Eu já me perdoei por não ter nascido nórdica.
Eu já fiquei uma manhã à janela, para ver passar toda a beleza do Giane-de-S.Bart, em todo o seu esplendor.
Eu já fiz de estrela num presépio vivo da faculdade.
Eu já torci, momentaneamente, pelo Sporting.
Eu já estive no centro de Manhattan e no centro de S. Bartolomeu no mesmo dia.
Eu já vi orcas.
Eu já vi o Benfica ganhar no Norte.
Eu já fui à caça com o meu pai.
Eu já fiz 11Km na passadeira do ginásio, para perder a vontade de bater numa besta.
Eu já chamei nomes feios à mãe do Pedro Henriques.
Eu já estive perto de ser trocada por camelos.
Eu já sei onde vou gastar TODO o meu primeiro ordenado.
Eu já tentei torcer um pé para não ir a uma competição.
Eu já vi nevar em Lisboa.
Eu já senti um sismo em Lisboa.
Eu já estive em Esposende sem vento.
Eu já me perdi no monte de Fragoso.
Eu já falei com o Barbas.
Eu já comi baleia num mercado de rua.
Eu já abri presentes de Natal antes do tempo e voltei a embrulhá-los, sem que ninguém desse por isso.
Eu já tentei sair do quarto pelo armário.
Eu já vi o Maxi Pereira marcar um golo.
Eu já ganhei um vaso num sorteio de rifas.
Eu já não tenho mais nada para escrever.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Ataque às palmeiras gêmeas


Ontem, da janela do meu quarto, assisti a um 11 de Setembro caseiro.

Logo pela manhã chegaram os terroristas, cada um munido de sua motosserra. Traziam também andaimes, e cordas, e camiões, e muita boa-vontade. Começaram a cortar, uma-a-uma, todas as folhas da palmeira, sem dó nem piedade, sem o mínimo de hesitação. Findo o serviço, foi vê-los a atar cordas à volta da palmeira e zás!, sai daí. Ai, que dor! Seguiu-se a irmã gémea, e aí já só me apetecia desatar a correr escadas fora e agarrar-me à dita, para que não a levassem. O meu pai também estava atrapalhado, estava que eu vi! Bem sei que não há ‘símbolo máximo de parolice’ maior do que ter palmeiras no meio do jardim, mas isso é na casa dos outros, não na minha! E eu, que adoro essas foleirices!

Dizia a minha progenitora, toda revoltada, que as palmeiras lhe tiravam a vista, que já não conseguia ver o mar, que as palmeiras lhe tiravam o sol e deixavam cair ‘aquelas bolinhas amarelas chatas’. Esquecia-se ela que foi o meu pai e o meu avô a plantarem as ditas. Esquecia-se ela que era lá que me escondia sempre que jogávamos às escondidas, com a Diana e a Carol, com o Toninho e a Catarina, com o Pedro. Esquecia-se ela que foi debaixo da palmeira que tomávamos banhos de mangueira, ao vir da praia, com a Vanessa e a Carina. Esquecia-se ela que quando íamos brincar para o baloiço com a Isabel e o Paulo, o Pedro e o Jorge, ‘o último a tocar na palmeira era burro’! Esquecia-se ela que foi lá que fizemos tantas festas de anos da Joana e era lá que furávamos as bolas. Esquecia-se ela que era lá que tantas vezes o avô se sentava à sombra, com a sua cadeira de plástico, a comer melancia. Esquecia-se ela que as fotos da Comunhões, Crisma e Mais-não-sei-o-quê, eram tiradas lá, para que não restassem dúvidas do nosso bom gosto. Esquecia-se ela que era por causa dos ninhos das palmeiras que o meu pai ficava entretido durante horas no alpendre, com a sua loira, nas madrugadas quentes de Verão. Esquecia-se ela que era debaixo delas que jogávamos às ‘escovas’ e à ‘garrafa de veneno’, aos ‘tazos’ e às ‘raquetes’, e era lá que comíamos as farturas do S. Bartolomeu, depois do fogo. Agora tudo o que resta são dois monos no meio do jardim. Não é lindo, pois que não é, mas agora já temos sol a entrar pela janela…

E agora, Mãe, és tu que ‘vives naquela casa que tem as palmeiras’?

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Num mundo ideal...



… estaria sempre de férias de Verão.
… haveria sempre uma panela para eu rapar.
… poderia ser teletransportada para qualquer parte do mundo, em questão de segundos.
… ninguém morreria, haveria um outro andar reservado onde a festa continuaria.
… os homens é que dariam à luz.
… não haveria gente desgraçadinha.
… Portugal qualificava-se para o Mundial’2010.
… estaria casada com um futebolista e aposentar-me-ia.
… o meu amante seria o Ricardo Araújo Pereira.
… ninguém teria inventado o ponto de embraiagem.
… não existiriam calorias.
… todos os médicos teriam a pinta do Dr. Derek Shepherd.
… a Ryanair viajaria para toda a parte do mundo.
… cozinharia como a minha mãe.
… perceberia tanto de futebol como o meu pai.
… toda a gente teria direito a lençóis polares com padrões duvidosos.
… a Catedral estaria algures no Norte.
… Lisboa e Porto ficariam, por um período de um ano e meio, pertíssimo… e, após esse período, separavam-se lenta e irreversivelmente. (Brincadeirinha…)
… teria uma fábrica de bolas de berlim do Natário na cozinha.
… o Simão acabaria a carreira no Benfica.
… os carros andariam a ar e vento.
… perceberia de música.
… Portugal seria conhecido como ‘um país do c******!’!
… o Pinto da Costa seria obrigado a vestir-se de vermelho integral.
… a Milú nunca teria existido.
… não haveria cá pêlos para arrancar, nem TPMs ou o raio.
… passaria os dias todos de chinelo no pé.
… a minha mala cheiraria sempre a Trident Senses Tropical.
… era nómada.
… não existiriam as novelas da TVI.
… era patrocinada pela ‘Broa de Avintes’.
… a bateria do telemóvel aguentaria eternamente.
… a roupa seria descartável.
… quando estivéssemos sem dinheiro iríamos à caixa do Monopólio roubar as notas.
… não teria teste de FCinética, numa sexta-feira, às seis da tarde.
… ganharia juízo e iria estudar o conceito ‘utopia’.

domingo, 7 de dezembro de 2008

A noite mais gloriosa de sempre...*


Faz hoje três anos. Não arranjei companhia, mas o meu proge lá me arranjou um bilhete de um-amigo-do-amigo-do-amigo. FUI sozinha! No metro já se sentia o nervoso, os ingleses dominavam em número, em cerveja e em cânticos! “Vamos ser cilindrados!”, devia pensar o velhote com o cachecol do SLB escondido por baixo do casaco, enquanto segurava firmemente o seu radiozinho na mão. Ia jurar que as pernas lhe tremiam. Acenei-lhe com a cabeça quando saiu em Alto dos Moinhos, com a minha fé inabalável, como a tentar dizer-lhe: “Calma! Está tudo dominado! Temos lá o nosso Simãozinho…”. E estava!



Mas que noite!! Começámos a perder… empatámos uns dez minutos depois… o estádio estava diabólico… o Terceiro Anel começa a tremer, cá em baixo ninguém tem medo que o Estádio vá abaixo… Marcámos o segundo… agarro-me ao senhor que está ao meu lado… peço desculpa… quero lá saber de desculpas… metemos conversa… ele é de Barcelos, faltou a um dia de trabalho para ir ao jogo… quero lá saber de um dia de trabalho… telefono ao meu pai, na bancada oposta, não o oiço, não me ouve… quero lá saber que ele não me oiça, sinto-o perto… O João Pereira falha um golo certo… quero lá saber do João Pereira… A sandes de queijo de cabra não presta… quero lá saber da sandes, quero lá saber da cabra… há jogos que valem mais do que campeonatos… grito, choro, volto a gritar, volto a chorar… quero lá saber, homens ao meu lado (de barba rija) fazem o mesmo… o árbitro apita para final da partida, e eu quero cair fulminada de alegria, ali mesmo, no glorioso piso 0 da bancada Coca-Cola…


Vai Petit… bola para Nuno Assis… Geovanni… O apoio de Petit… Ainda Geovanni… Nélson… Nélson a centraaaaa-aaaa-aaaar… o GOOOOOOLO!!!!! BENFICA!!!

Nélson a surgir também… Beto… De novo Geovanni… Nuno Assis… Nélson… Mais uma vez, Nélson… a passar bem… o centro… o corte de Smith… depois o remate… GOOOOOOLO!!! BETO!!!!!!!

O MANCHESTER UNITED ESTÁ FORA DA EUROPA!!!
* Com imagens retiradas de www.avozdaaguia.com.

sábado, 6 de dezembro de 2008

15 coisas a fazer antes dos 30*...



1- Ver o GloriosoSLB octacampeão;

2- Fazer o tão falado interrail… (PODE SER PARA O ANO, PODE???);

3- Aprender a gostar peixe cozido e vinho;

4- Arranjar um moço jeitoso que me leve a ver alguns jogos no Giuseppe Meazza, em Old Trafford e no Maracanã;

5- Ter 1,80m, ser loira e boa, mesmo mesmo boa;

6- Dar oito ‘Banho Santo’ e comer oito farturas, em oito Agonia’s;

7- Ver o Scolari sentado no nosso banco, de uma qualquer bancada, de um qualquer estádio, no Mundial 2014;

8- Impari l'italiano (com um nativo, de preferência);

9- Voltar a Nova Iorque para fazer os States ‘coast-to-coast’;

10- Limpar o ranho aos filhos da Mariana e da Susie, da Matança e da Marina, da Carina e da Diana, da Catarina e da Rita, da Ana e da Mónica, da Vânia e da Lili, da Vanessa e da Chica, da… e vê-los todos de camisola vermelha e joelhos esfarrapados;

11- Bater no Pinto da Costa e apedrejar o Rodriguez;

12- Ver a Mariana atrás do trio eléctrico, no Carnaval da Bahia (ihih);

13- Ouvir mil ‘anda prá minha beira’, daqueeeeeeeeles mesmo bons;

14- Comer todos os dias um Magnum Essence de Avelã, sem engordar um grama, nem ter mais uma borbulha;

15- Acabar o curso e deixar de ser palerma.


Se conseguir realizar 50% do esperado, vai ser só espalhar amor e felicidade por esse Portugal fora...


*22 anos no próximo sábado, ãh? A ver se não se esquecem… ‘A ver’… Mas para prevenir acidentes maiores, eu vou avisando, fiquem descansados!

terça-feira, 2 de dezembro de 2008

93.2


Pois, parece que era o único ser em toda a blogosfera que ainda não tinha aceite o ‘desafio das músicas’. Ora, a ideia é colocar uma foto pessoal nossa e escolher um cantor/banda, respondendo a 10 questões usando letras de músicas. Como não fui capaz de escolher entre o Chico, o Tom, o Vinícius e o Caetano, cá fica uma coisa meio escangalhada, uma espécie de Bacalhau com Todos, sem espinhas. Então cá vai:

A foto...


As respostas...

1) És homem ou mulher? A Cachorrinha, Tom Jobim

2) Descreve-te: João e Maria, Chico Buarque

3) O que as pessoas acham de ti? Menininha, Vinícius de Moraes

4) Como descreves o teu último relacionamento: Incompatibilidade de Génios, Caetano Veloso

5) Descreve o estado actual da tua relação: Sozinho, Caetano Veloso

6) Onde querias estar agora? Corcovado, Tom Jobim

7) O que pensas a respeito do amor? Chega de Saudade, Tom Jobim e Vinícius de Moraes

8) Como é a tua vida? Esquadros, Adriana Calcanhotto

9) O que pedirias se pudesses ter só um desejo? Feijoada À Minha Moda, Vinícius de Moraes

10) Escreve uma frase sábia: Como É Duro Trabalhar, Vinícius de Moraes


Et voilà! Done! Agora que se sigam a Pássara e a Lebasi!


segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Embalagem económica


Fotografia passou a ser o seu nome do meio. É da Passara e é lindo, vem em Embalagem Económica e está mesmo aqui ao lado!


quarta-feira, 5 de novembro de 2008

The Main Street of America


Se o Obama ganhar, fica aqui prometido que pego em meia dúzia de boas almas, enfio-as num corvette descapotável, e lá vamos nós Route 66* fora, de Chicago a L.A., passando por Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona, Califórnia! Chazinho com a Oprah e a Tyra (MEEEDO!), Champagne com a Paris e a Britney!


*projecto a ser realizado a médio prazo, quando for uma Sra. Dra. reconhecidíssima ou me casar com um velho rico…

terça-feira, 4 de novembro de 2008

She dreams in color, she dreams in red...




Porque hoje era capaz de vender a alma para ter um serão daqueles do 1º Esq F de Cedofeita... com estrelitas e cerelac, bolachinhas e chocolate quente, almofadas e mantinhas, Êxitos Pimba e Spice Girls, e tudo a que tínhamos direito… e a Pássara, oh, a Pássara...

domingo, 2 de novembro de 2008

Ma préférence*



Vem sentar-te ao pé de mim, deixa-me contar-te…

Quem me conhece bem, sabe que há dois assuntos que eu, por mais que tente, não consigo deixar de falar. Um é o Glorioso (surpresa!), o outro é a minha mãe.

A minha mãe é a minha Rainha, o meu nº 10 e, ao mesmo tempo, o meu tendão de Aquiles. Nasceu numa terra de vacas castanhas, e depressa se mudou com os meus avós para uma terra de vacas loiras. Voltou das Franças no início da adolescência, e trouxe com ela uma mão cheia de irmãos, quase todos com um sotaque que é uma mistura de português, ‘brasileiro’, francês e romeno, por aí...

(Vídeo apenas para ser visto em caso de emergência. Não indicado a pessoas sensíveis e com bom gosto apurado...)

Desde sempre foi muito senhora do seu nariz, e desde sempre praticou aquilo que as pessoas chamam de ‘exploração infantil’, com os irmãos mais novos, e que os viria a marcar para o resto da vida adulta. Bordava paninhos para vender e modificava as próprias roupas. Gostava sempre de marcar a diferença (ainda hoje é assim) e não se importa de sair do rebanho se vê que aquele não é o caminho que quer seguir. Tem cabecinha e espírito crítico! Boa, Mãe!

Tirou um curso enfadonho de Línguas, na Invicta, e passou muitas tardes a procurar o moçoilo que ia 'estudar' para o Avis. Tornou-se professora, e não lhe mexam nos ‘seus meninos’, senão ela vira Scolari!

De tanta vez que foi ver o Forjães (ou seria o Fragoso?), acabou por assinar contrato com o Verdadeiro Artista, que me viria a encaracolar o cabelo e que me tornou num dálmata de duas patas e sangue azul. Eu disse azul? Mas antes, ainda deram à luz ‘o repolhinho’, o nome mais especial de se dar a um filho…

Mas voltando à D. Maria, ela é a antítese da mãe-galinha. Não quer comer? Não come! Molhou? Deixa estar que isso seca! Caiu? Partiu? Então levanta-te, não sejas maricas! Não telefonou? Descansa, ela está bem! Que tens? Anda lá, anda para o colinho, miminho, miminho, miminho… Não se lembra de quando eu comecei a andar, não faz ideia de quais foram as minhas primeiras palavras, não se lembra do dia do meu baptizado… não sabe a que horas eu nasci, só sabe que comeu Bolo-Rei. Já é alguma coisa. Não fosse eu a cara do meu pai, e diria que era adoptada.


A minha mãe tem uma fome de conhecimento invulgar, e vê a internet como a sua melhor aliada. Acho que a minha mãe se pudesse era nómada, sozinha, e eu era nómada, atrás dela. Não liga a bens materiais, mas tem o grande vício e o grande luxo de viajar. Foi esse bichinho mau que já me contaminou e nos levou para as montanhas do Tirol na nossa primeira viagem ‘mãe-filha’. Eu, ela, um teleférico a percorrer um manto branco e a certeza de que mãe comáminha só quando o Eusébio voltar aos relvados...

Gosto da minha mãe porque ela esconde as roupas-Claudisabel no fundo do armário para eu não ver, e porque cozinha como ninguém. Porque me leva a lanchar ao Majestic e porque fala alto ao telemóvel. Gosto da minha mãe porque chora a ouvir as músicas ‘do tempo dela’, a ler bons livros, e a ver quadros. Porque nos faz pãezinhos nos intervalos dos jogos e porque vive com o coração na boca. Porque se suja a comer dióspiros e porque prefere alheira a lagosta. Porque quebra com protocolos e porque me acompanha na batucada. Porque é pouco dada a fretes e porque ralha sempre que lhe peço para me fazer a bainha das calças. Gosto da minha mãe porque com ela veio o meu pai e a Joana e porque me chama ‘meu pisquinho’. Porque me roubou os ténis que a levam ao domingo a comer o seu Panike de chocolate (paroooooola!). Gosto da minha mãe porque a palavra preferida dela é 'oxalá' e porque é uma eterna pasmada de existir! E uma pessoa assim só pode ser amada e adorada todos os dias!

A minha mãe é marcada pelo Maio de 68 e pelo Abril de 74, e eu?, eu sou marcada por ela e pelo Euro’2004… uma versão-genérico, com metade da piada e um terço do interesse, mas sou marcada por ela…


Obrigada Mãe, por me fazeres ver

para além do sino da nossa aldeia!


*A minha mãe faz anos hoje, e eu celebro o que ela quer deixar de celebrar!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Quando os espermatozóides te sobem à cabeça...


Todas as semanas, nas cinco horas de viagem por essa A1, ouvem-se as mais brilhantes histórias, umas fantasiosas, outras bastantes realistas, e outras deliciosamente cómicas. E é assim que hoje recupero uma dessas situações, uma conversa entre uma estudante de Medicina e uma aspirante a estudante de Dentária, onde esta última dizia qualquer coisa como:

A barreira hematoencefálica é a barreira
que impede que um segundo espermatozóide
penetre no óvulo.


E depois desta conversa, tão convicta, fiquei deveras surpresa com a quilometragem que tem de ter um espermatozóide para ir das partes baixas até ao encéfalo, chegar lá fresquinho, fazer o trabalho sujo e, aí sim, descansar em paz. Pobres… tão pequenos mas cheios de pedalada!

sábado, 20 de setembro de 2008

Gizzie...


George: You know, whenever anyone
says something really funny and I laugh,
I always look around to see if you think it's funny too.
Even when you are not there, I look around.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A menina dança?




Fim de tarde em Central Park, 1 Setembro 2008

Porque há sítios onde eu não me importava de (me) perder…

Brazilian Day




Gostos musicais à parte, foi entrar na festa e deixar a bola rolar…

Little Brazil, 31 Agosto 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

E quem vai a Nova Iorque...

… faz um esforço extra e mete-se num avião para o Canadá. Troco as palavras por imagens, os caracteres por arco-íris. E vocês até agradecem.

domingo, 7 de setembro de 2008

Hey, Folks! I wanna be a Midtown Girl…


Nova Iorque.
Cheguei há três dias mas ainda estou a tentar perceber se fiz mesmo a viagem ou não. As fotos dizem que sim, e a mala por arrumar no quarto e uns cents na carteira também, mas está-me a custar acreditar. Nova Iorque é TOP: vibrante, louca, arrebatadora, viciante… de outro planeta! Diferente de SBM, pelo menos…


As expectativas eram altas, mas NY aguentou-se bem ao barulho. É ‘A Cidade’, e ponto final! And I wanna be a Midtown Girl, folks!


Nem tudo são rosas e NY tem um defeito, logo um dos grandes: fica-a-OITO-HORAS-e-muitas-músicas-livros-revistas-e-filmes-de-distância. As viagens são entediantes, e ter ficado à frente de uma americana de 300 toneladas (que sempre que se levantava parecia estar a tentar projectar-me para o cockpit), também não ajudou à festa. Mas que fique aqui registado, estive a um metro do Tiago Monteiro no controlo, no Porto, e não emiti um único ‘biu biu!’.

Valha-nos Sta. Mãe, e ficámos mesmo no epicentro da cidade, na Broadway, pertinho, pertinho de Times Square (entre a 48th St. e 49th St.), e a cidade realmente não dorme! Haja pedalada!!! Só com esta zona da cidade, NY já teria valido a pena. Mas para alegria da nação, ainda tínhamos Central Park, Chinatown, Little Italy, Tribeca, Brooklyn, 5th Ave, Maratona de NY, Dia do Brasil (com direito a Alinne Moraes, ‘Mocotó’, Fernanda Lima, axé, e um mini-carnaval da Baía, com milhão e meio de pessoas na rua, muito guaraná, zero caipirinhas (rai’s partam os americanos! Raça…)), Pussycat Dolls e Katy Perry a cinco metros, na Rockefeller Plaza, muitos mercadinhos e compras a preços muuuuuito tentadores. Prometi tentar não provocar um dilúvio durante o Lion King, certo? Pois, sequei o tanque! Damn!


Nada como viajar e conhecer in loco os lugares, para falar deles com um certo distanciamento dos estigmas que se criam, e que não nos permitem ver para além das talas que temos nos olhos. E depois, é preciso também não nos esquecermos que os políticos não são, necessariamente, o espelho de uma nação. Confesso que não ia com muita boa imagem dos americanos, mas vim de lá a querer ter o sorridente ‘Freeman-da-recepção’ todos os dias a dar-me os bons dias. ‘Good morning, ladies!’, 'Enjoy your day, miss!’, ‘Welcome back!’. Os New Yorkers não são todos gordos, nem todos broncos, nem todos feios, nem todos maus, e vá lá, nem todos americanos. NÃÃÃÃO! São simpáticos, sempre prontos a ajudar, emprestam passes de metro a parolos que não têm dinheiro trocado para um último bilhete, e têm sentido de humor proporcional às ervas que põem na comida. Falam de Nova Iorque com paixão e têm um orgulho desmedido pela bandeira tricolor. Os polícias em Times Square tiram fotos com os turistas, os automobilistas têm uma paciência invulgar com os peões e os vendedores não se limitam a dizer o preço dos produtos, tentam manter uma conversa, por mais curta que seja, ‘How ‘re you today?’. Nas ruas não se vê ‘aquele’ desfile de obesos nem me senti uma ‘sereia’, como me fizeram acreditar. Há gente gorda, claro, mas nada de chocante. Nos locais da restauração, os alimentos/refeições vêm frequentemente com o número de calorias indicado, o que desanima o mais entusiasta de donuts, muffins e afins.


Nova Iorque é uma cidade para se conhecer a pé! Andámos quilómetros e quilómetros, e não há calçado milagroso nem ‘vinte anos’ que me valham, só dores em todo e qualquer miserável osso e uma profunda frustração por não ter um par de pernas suplentes (jeitosas, de preferência!).

NY é uma festa para os sentidos. São os néon da Broadway, as sirenes e buzinas em Manhattan, o verde de Central Park, os cheiros a caril, a canela e a Chanel nº5, na 5th Ave. NY é o amarelo dos táxis e o desenho da skyline ao anoitecer. NY são os gelados de Little Italy e os lofts de SoHo, as lojas em Tribeca e as igrejas do Harlem. Os M&M’s e o NBA. NY é a cara do Obama em cada esquina e o constante ouvir falar espanhol, todos de crocodilo verde nas camisolas. NY são as ‘livais’ (vulgo, Levi’s) a 15€, e indianos a vender ‘Hi-phones’ loja sim-loja não. É a batucada brasileira e as bonitas baianas brancas, na Lavagem da Rua 46, e a explosão de cor (e de roupa) no Brazilian Day. Como diria o meu amigo Pessoa, em NY (mais do que nunca!), ‘pensar é estar doente dos olhos.’!



NY é uma cidade a repetir, agora com neve, muita neve…


* Que fique aqui uma sugestão à TAP… Que tal mudar o nome daqueles T2+1, ‘Rola’ e ‘Pardal’, aos quais teimam em chamar de aviões para, sei lá, ‘Falcão’ e ‘Águia Real’, ãh? É tudo uma tentativa de aumentar a venda do ‘Ganhar Asas’?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

I'm leaving today!!


If I can make it there

I'll make it anywhere…

A João quer, a Mummy sonha, e a obra nasce. E é assim que amanhã, por volta desta hora, espero estar com o meu belo traseiro de Pumba alapado numa destas cadeirinhas, a cantar o Hakuna Matata e a tentar segurar as lágrimas para não provocar um dilúvio em plena Broadway! Ainda não acredito, por isso amanhã dou mais notícias, já em terras do Tio da outra senhora…

P.S.: Se por acaso a American Airlines fizer de mim frango churrasco, não se matem! A camisola do Glorioso fica para a Pássara e a do Rui Costa para a Susie. A do João, vai comigo. O cachecol da sorte fica para o Betinho (dá-lhe uso!). Os recortes para a Cat Woman e as milhas do TAPVitoria para a Lady Di. O Prontuário Terapêutico prá Loira. O livro de receitas fica com a Ci e a vista privilegiada para a EN13 vai para a Princesinha, quando ela quiser trocar SBM-monte por SBM-centro. A colecção ‘Uma Aventura’ pode seguir para Barcelos, e depois para os putos de Valença. O resto, repartam irmãmente. Ah, se forem ver o ‘Clássico’, digam ao Rodriguez que ele é um GRANDE £$%)# %” =%»$!!!, já que nunca cheguei a ter esse prazer. Obrigada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Se o meu sangue não me engana...


Entre sombras misteriosas
em rompendo ao longe estrelas
trocaremos nossas rosas
para depois esquecê-las.

Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Partamos de flor ao peito
que o amor é como o vento
quem pára perde-lhe o jeito
e morre a todo o momento.


Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Ciganos, verdes ciganos
deixai-me com esta crença
os pecados têm vinte anos
os remorsos têm oitenta.


Romaria da Nossa Senhora d’ Agonia

Viana do Castelo 2008

domingo, 17 de agosto de 2008

Join us!


Mr. and Mrs. S
request the pleasure of your company
at the marriage of their daughter
Mary Jo
to
Mr. Michael Fred Phelps
Saturday, the sixth of September
Two thousand and eight
at four o’clock in the afternoon
The Chapel of Love
1458 Nevada Drive
LAS VEGAS, NEVADA

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O pecado mora ao lado!


Pior fenómeno do que ter o Edcarlos na defesa do Glorioso SLB,
só mesmo ter pão quente a menos de 100 metros de casa
e queijo das Marinhas no frigorifico!
Tenho dito.

domingo, 10 de agosto de 2008

River? Party!

Destino: River Party, Alvarães, Viana do Castelo
Itinerário: SBM – FRG – Alvarães – FRG – Barroselas – Alvarães – FRG – SBM
Hora prevista saída: 14:50
Hora prevista chegada: 03:35 (+1dia)
Tripulação: Dream team com duas baixas a registar (Madjer entra no prolongamento!)
Temperatura exterior: ‘ai que está sol, quentinho, mas não espanta’
Refeições: o ‘5.9’ é quem decide hoje…


"Por isso quando num dia de calor

Me sinto triste de gozá-lo tanto,

E me deito ao comprido na erva,

E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,

Sei a verdade e sou feliz."