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Nova Iorque. Cheguei há três dias mas ainda estou a tentar perceber se fiz mesmo a viagem ou não. As fotos dizem que sim, e a mala por arrumar no quarto e uns cents na carteira também, mas está-me a custar acreditar. Nova Iorque é TOP: vibrante, louca, arrebatadora, viciante… de outro planeta! Diferente de SBM, pelo menos…
As expectativas eram altas, mas NY aguentou-se bem ao barulho. É ‘A Cidade’, e ponto final! And I wanna be a Midtown Girl, folks!
Nem tudo são rosas e NY tem um defeito, logo um dos grandes: fica-a-OITO-HORAS-e-muitas-músicas-livros-revistas-e-filmes-de-distância. As viagens são entediantes, e ter ficado à frente de uma americana de 300 toneladas (que sempre que se levantava parecia estar a tentar projectar-me para o cockpit), também não ajudou à festa. Mas que fique aqui registado, estive a um metro do Tiago Monteiro no controlo, no Porto, e não emiti um único ‘biu biu!’.
Valha-nos Sta. Mãe, e ficámos mesmo no epicentro da cidade, na Broadway, pertinho, pertinho de Times Square (entre a 48th St. e 49th St.), e a cidade realmente não dorme! Haja pedalada!!! Só com esta zona da cidade, NY já teria valido a pena. Mas para alegria da nação, ainda tínhamos Central Park, Chinatown, Little Italy, Tribeca, Brooklyn, 5th Ave, Maratona de NY, Dia do Brasil (com direito a Alinne Moraes, ‘Mocotó’, Fernanda Lima, axé, e um mini-carnaval da Baía, com milhão e meio de pessoas na rua, muito guaraná, zero caipirinhas (rai’s partam os americanos! Raça…)), Pussycat Dolls e Katy Perry a cinco metros, na Rockefeller Plaza, muitos mercadinhos e compras a preços muuuuuito tentadores. Prometi tentar não provocar um dilúvio durante o Lion King, certo? Pois, sequei o tanque! Damn!
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Nada como viajar e conhecer in loco os lugares, para falar deles com um certo distanciamento dos estigmas que se criam, e que não nos permitem ver para além das talas que temos nos olhos. E depois, é preciso também não nos esquecermos que os políticos não são, necessariamente, o espelho de uma nação. Confesso que não ia com muita boa imagem dos americanos, mas vim de lá a querer ter o sorridente ‘Freeman-da-recepção’ todos os dias a dar-me os bons dias. ‘Good morning, ladies!’, 'Enjoy your day, miss!’, ‘Welcome back!’. Os New Yorkers não são todos gordos, nem todos broncos, nem todos feios, nem todos maus, e vá lá, nem todos americanos. NÃÃÃÃO! São simpáticos, sempre prontos a ajudar, emprestam passes de metro a parolos que não têm dinheiro trocado para um último bilhete, e têm sentido de humor proporcional às ervas que põem na comida. Falam de Nova Iorque com paixão e têm um orgulho desmedido pela bandeira tricolor. Os polícias em Times Square tiram fotos com os turistas, os automobilistas têm uma paciência invulgar com os peões e os vendedores não se limitam a dizer o preço dos produtos, tentam manter uma conversa, por mais curta que seja, ‘How ‘re you today?’. Nas ruas não se vê ‘aquele’ desfile de obesos nem me senti uma ‘sereia’, como me fizeram acreditar. Há gente gorda, claro, mas nada de chocante. Nos locais da restauração, os alimentos/refeições vêm frequentemente com o número de calorias indicado, o que desanima o mais entusiasta de donuts, muffins e afins.
Nova Iorque é uma cidade para se conhecer a pé! Andámos quilómetros e quilómetros, e não há calçado milagroso nem ‘vinte anos’ que me valham, só dores em todo e qualquer miserável osso e uma profunda frustração por não ter um par de pernas suplentes (jeitosas, de preferência!).
NY é uma festa para os sentidos. São os néon da Broadway, as sirenes e buzinas em Manhattan, o verde de Central Park, os cheiros a caril, a canela e a Chanel nº5, na 5th Ave. NY é o amarelo dos táxis e o desenho da skyline ao anoitecer. NY são os gelados de Little Italy e os lofts de SoHo, as lojas em Tribeca e as igrejas do Harlem. Os M&M’s e o NBA. NY é a cara do Obama em cada esquina e o constante ouvir falar espanhol, todos de crocodilo verde nas camisolas. NY são as ‘livais’ (vulgo, Levi’s) a 15€, e indianos a vender ‘Hi-phones’ loja sim-loja não. É a batucada brasileira e as bonitas baianas brancas, na Lavagem da Rua 46, e a explosão de cor (e de roupa) no Brazilian Day. Como diria o meu amigo Pessoa, em NY (mais do que nunca!), ‘pensar é estar doente dos olhos.’!
NY é uma cidade a repetir, agora com neve, muita neve…
* Que fique aqui uma sugestão à TAP… Que tal mudar o nome daqueles T2+1, ‘Rola’ e ‘Pardal’, aos quais teimam em chamar de aviões para, sei lá, ‘Falcão’ e ‘Águia Real’, ãh? É tudo uma tentativa de aumentar a venda do ‘Ganhar Asas’?