quarta-feira, 5 de novembro de 2008

The Main Street of America


Se o Obama ganhar, fica aqui prometido que pego em meia dúzia de boas almas, enfio-as num corvette descapotável, e lá vamos nós Route 66* fora, de Chicago a L.A., passando por Illinois, Missouri, Kansas, Oklahoma, Texas, Novo México, Arizona, Califórnia! Chazinho com a Oprah e a Tyra (MEEEDO!), Champagne com a Paris e a Britney!


*projecto a ser realizado a médio prazo, quando for uma Sra. Dra. reconhecidíssima ou me casar com um velho rico…

terça-feira, 4 de novembro de 2008

She dreams in color, she dreams in red...




Porque hoje era capaz de vender a alma para ter um serão daqueles do 1º Esq F de Cedofeita... com estrelitas e cerelac, bolachinhas e chocolate quente, almofadas e mantinhas, Êxitos Pimba e Spice Girls, e tudo a que tínhamos direito… e a Pássara, oh, a Pássara...

domingo, 2 de novembro de 2008

Ma préférence*



Vem sentar-te ao pé de mim, deixa-me contar-te…

Quem me conhece bem, sabe que há dois assuntos que eu, por mais que tente, não consigo deixar de falar. Um é o Glorioso (surpresa!), o outro é a minha mãe.

A minha mãe é a minha Rainha, o meu nº 10 e, ao mesmo tempo, o meu tendão de Aquiles. Nasceu numa terra de vacas castanhas, e depressa se mudou com os meus avós para uma terra de vacas loiras. Voltou das Franças no início da adolescência, e trouxe com ela uma mão cheia de irmãos, quase todos com um sotaque que é uma mistura de português, ‘brasileiro’, francês e romeno, por aí...

(Vídeo apenas para ser visto em caso de emergência. Não indicado a pessoas sensíveis e com bom gosto apurado...)

Desde sempre foi muito senhora do seu nariz, e desde sempre praticou aquilo que as pessoas chamam de ‘exploração infantil’, com os irmãos mais novos, e que os viria a marcar para o resto da vida adulta. Bordava paninhos para vender e modificava as próprias roupas. Gostava sempre de marcar a diferença (ainda hoje é assim) e não se importa de sair do rebanho se vê que aquele não é o caminho que quer seguir. Tem cabecinha e espírito crítico! Boa, Mãe!

Tirou um curso enfadonho de Línguas, na Invicta, e passou muitas tardes a procurar o moçoilo que ia 'estudar' para o Avis. Tornou-se professora, e não lhe mexam nos ‘seus meninos’, senão ela vira Scolari!

De tanta vez que foi ver o Forjães (ou seria o Fragoso?), acabou por assinar contrato com o Verdadeiro Artista, que me viria a encaracolar o cabelo e que me tornou num dálmata de duas patas e sangue azul. Eu disse azul? Mas antes, ainda deram à luz ‘o repolhinho’, o nome mais especial de se dar a um filho…

Mas voltando à D. Maria, ela é a antítese da mãe-galinha. Não quer comer? Não come! Molhou? Deixa estar que isso seca! Caiu? Partiu? Então levanta-te, não sejas maricas! Não telefonou? Descansa, ela está bem! Que tens? Anda lá, anda para o colinho, miminho, miminho, miminho… Não se lembra de quando eu comecei a andar, não faz ideia de quais foram as minhas primeiras palavras, não se lembra do dia do meu baptizado… não sabe a que horas eu nasci, só sabe que comeu Bolo-Rei. Já é alguma coisa. Não fosse eu a cara do meu pai, e diria que era adoptada.


A minha mãe tem uma fome de conhecimento invulgar, e vê a internet como a sua melhor aliada. Acho que a minha mãe se pudesse era nómada, sozinha, e eu era nómada, atrás dela. Não liga a bens materiais, mas tem o grande vício e o grande luxo de viajar. Foi esse bichinho mau que já me contaminou e nos levou para as montanhas do Tirol na nossa primeira viagem ‘mãe-filha’. Eu, ela, um teleférico a percorrer um manto branco e a certeza de que mãe comáminha só quando o Eusébio voltar aos relvados...

Gosto da minha mãe porque ela esconde as roupas-Claudisabel no fundo do armário para eu não ver, e porque cozinha como ninguém. Porque me leva a lanchar ao Majestic e porque fala alto ao telemóvel. Gosto da minha mãe porque chora a ouvir as músicas ‘do tempo dela’, a ler bons livros, e a ver quadros. Porque nos faz pãezinhos nos intervalos dos jogos e porque vive com o coração na boca. Porque se suja a comer dióspiros e porque prefere alheira a lagosta. Porque quebra com protocolos e porque me acompanha na batucada. Porque é pouco dada a fretes e porque ralha sempre que lhe peço para me fazer a bainha das calças. Gosto da minha mãe porque com ela veio o meu pai e a Joana e porque me chama ‘meu pisquinho’. Porque me roubou os ténis que a levam ao domingo a comer o seu Panike de chocolate (paroooooola!). Gosto da minha mãe porque a palavra preferida dela é 'oxalá' e porque é uma eterna pasmada de existir! E uma pessoa assim só pode ser amada e adorada todos os dias!

A minha mãe é marcada pelo Maio de 68 e pelo Abril de 74, e eu?, eu sou marcada por ela e pelo Euro’2004… uma versão-genérico, com metade da piada e um terço do interesse, mas sou marcada por ela…


Obrigada Mãe, por me fazeres ver

para além do sino da nossa aldeia!


*A minha mãe faz anos hoje, e eu celebro o que ela quer deixar de celebrar!

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Quando os espermatozóides te sobem à cabeça...


Todas as semanas, nas cinco horas de viagem por essa A1, ouvem-se as mais brilhantes histórias, umas fantasiosas, outras bastantes realistas, e outras deliciosamente cómicas. E é assim que hoje recupero uma dessas situações, uma conversa entre uma estudante de Medicina e uma aspirante a estudante de Dentária, onde esta última dizia qualquer coisa como:

A barreira hematoencefálica é a barreira
que impede que um segundo espermatozóide
penetre no óvulo.


E depois desta conversa, tão convicta, fiquei deveras surpresa com a quilometragem que tem de ter um espermatozóide para ir das partes baixas até ao encéfalo, chegar lá fresquinho, fazer o trabalho sujo e, aí sim, descansar em paz. Pobres… tão pequenos mas cheios de pedalada!

sábado, 20 de setembro de 2008

Gizzie...


George: You know, whenever anyone
says something really funny and I laugh,
I always look around to see if you think it's funny too.
Even when you are not there, I look around.

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

A menina dança?




Fim de tarde em Central Park, 1 Setembro 2008

Porque há sítios onde eu não me importava de (me) perder…

Brazilian Day




Gostos musicais à parte, foi entrar na festa e deixar a bola rolar…

Little Brazil, 31 Agosto 2008

terça-feira, 9 de setembro de 2008

E quem vai a Nova Iorque...

… faz um esforço extra e mete-se num avião para o Canadá. Troco as palavras por imagens, os caracteres por arco-íris. E vocês até agradecem.

domingo, 7 de setembro de 2008

Hey, Folks! I wanna be a Midtown Girl…


Nova Iorque.
Cheguei há três dias mas ainda estou a tentar perceber se fiz mesmo a viagem ou não. As fotos dizem que sim, e a mala por arrumar no quarto e uns cents na carteira também, mas está-me a custar acreditar. Nova Iorque é TOP: vibrante, louca, arrebatadora, viciante… de outro planeta! Diferente de SBM, pelo menos…


As expectativas eram altas, mas NY aguentou-se bem ao barulho. É ‘A Cidade’, e ponto final! And I wanna be a Midtown Girl, folks!


Nem tudo são rosas e NY tem um defeito, logo um dos grandes: fica-a-OITO-HORAS-e-muitas-músicas-livros-revistas-e-filmes-de-distância. As viagens são entediantes, e ter ficado à frente de uma americana de 300 toneladas (que sempre que se levantava parecia estar a tentar projectar-me para o cockpit), também não ajudou à festa. Mas que fique aqui registado, estive a um metro do Tiago Monteiro no controlo, no Porto, e não emiti um único ‘biu biu!’.

Valha-nos Sta. Mãe, e ficámos mesmo no epicentro da cidade, na Broadway, pertinho, pertinho de Times Square (entre a 48th St. e 49th St.), e a cidade realmente não dorme! Haja pedalada!!! Só com esta zona da cidade, NY já teria valido a pena. Mas para alegria da nação, ainda tínhamos Central Park, Chinatown, Little Italy, Tribeca, Brooklyn, 5th Ave, Maratona de NY, Dia do Brasil (com direito a Alinne Moraes, ‘Mocotó’, Fernanda Lima, axé, e um mini-carnaval da Baía, com milhão e meio de pessoas na rua, muito guaraná, zero caipirinhas (rai’s partam os americanos! Raça…)), Pussycat Dolls e Katy Perry a cinco metros, na Rockefeller Plaza, muitos mercadinhos e compras a preços muuuuuito tentadores. Prometi tentar não provocar um dilúvio durante o Lion King, certo? Pois, sequei o tanque! Damn!


Nada como viajar e conhecer in loco os lugares, para falar deles com um certo distanciamento dos estigmas que se criam, e que não nos permitem ver para além das talas que temos nos olhos. E depois, é preciso também não nos esquecermos que os políticos não são, necessariamente, o espelho de uma nação. Confesso que não ia com muita boa imagem dos americanos, mas vim de lá a querer ter o sorridente ‘Freeman-da-recepção’ todos os dias a dar-me os bons dias. ‘Good morning, ladies!’, 'Enjoy your day, miss!’, ‘Welcome back!’. Os New Yorkers não são todos gordos, nem todos broncos, nem todos feios, nem todos maus, e vá lá, nem todos americanos. NÃÃÃÃO! São simpáticos, sempre prontos a ajudar, emprestam passes de metro a parolos que não têm dinheiro trocado para um último bilhete, e têm sentido de humor proporcional às ervas que põem na comida. Falam de Nova Iorque com paixão e têm um orgulho desmedido pela bandeira tricolor. Os polícias em Times Square tiram fotos com os turistas, os automobilistas têm uma paciência invulgar com os peões e os vendedores não se limitam a dizer o preço dos produtos, tentam manter uma conversa, por mais curta que seja, ‘How ‘re you today?’. Nas ruas não se vê ‘aquele’ desfile de obesos nem me senti uma ‘sereia’, como me fizeram acreditar. Há gente gorda, claro, mas nada de chocante. Nos locais da restauração, os alimentos/refeições vêm frequentemente com o número de calorias indicado, o que desanima o mais entusiasta de donuts, muffins e afins.


Nova Iorque é uma cidade para se conhecer a pé! Andámos quilómetros e quilómetros, e não há calçado milagroso nem ‘vinte anos’ que me valham, só dores em todo e qualquer miserável osso e uma profunda frustração por não ter um par de pernas suplentes (jeitosas, de preferência!).

NY é uma festa para os sentidos. São os néon da Broadway, as sirenes e buzinas em Manhattan, o verde de Central Park, os cheiros a caril, a canela e a Chanel nº5, na 5th Ave. NY é o amarelo dos táxis e o desenho da skyline ao anoitecer. NY são os gelados de Little Italy e os lofts de SoHo, as lojas em Tribeca e as igrejas do Harlem. Os M&M’s e o NBA. NY é a cara do Obama em cada esquina e o constante ouvir falar espanhol, todos de crocodilo verde nas camisolas. NY são as ‘livais’ (vulgo, Levi’s) a 15€, e indianos a vender ‘Hi-phones’ loja sim-loja não. É a batucada brasileira e as bonitas baianas brancas, na Lavagem da Rua 46, e a explosão de cor (e de roupa) no Brazilian Day. Como diria o meu amigo Pessoa, em NY (mais do que nunca!), ‘pensar é estar doente dos olhos.’!



NY é uma cidade a repetir, agora com neve, muita neve…


* Que fique aqui uma sugestão à TAP… Que tal mudar o nome daqueles T2+1, ‘Rola’ e ‘Pardal’, aos quais teimam em chamar de aviões para, sei lá, ‘Falcão’ e ‘Águia Real’, ãh? É tudo uma tentativa de aumentar a venda do ‘Ganhar Asas’?

quinta-feira, 28 de agosto de 2008

I'm leaving today!!


If I can make it there

I'll make it anywhere…

A João quer, a Mummy sonha, e a obra nasce. E é assim que amanhã, por volta desta hora, espero estar com o meu belo traseiro de Pumba alapado numa destas cadeirinhas, a cantar o Hakuna Matata e a tentar segurar as lágrimas para não provocar um dilúvio em plena Broadway! Ainda não acredito, por isso amanhã dou mais notícias, já em terras do Tio da outra senhora…

P.S.: Se por acaso a American Airlines fizer de mim frango churrasco, não se matem! A camisola do Glorioso fica para a Pássara e a do Rui Costa para a Susie. A do João, vai comigo. O cachecol da sorte fica para o Betinho (dá-lhe uso!). Os recortes para a Cat Woman e as milhas do TAPVitoria para a Lady Di. O Prontuário Terapêutico prá Loira. O livro de receitas fica com a Ci e a vista privilegiada para a EN13 vai para a Princesinha, quando ela quiser trocar SBM-monte por SBM-centro. A colecção ‘Uma Aventura’ pode seguir para Barcelos, e depois para os putos de Valença. O resto, repartam irmãmente. Ah, se forem ver o ‘Clássico’, digam ao Rodriguez que ele é um GRANDE £$%)# %” =%»$!!!, já que nunca cheguei a ter esse prazer. Obrigada.

quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Se o meu sangue não me engana...


Entre sombras misteriosas
em rompendo ao longe estrelas
trocaremos nossas rosas
para depois esquecê-las.

Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Partamos de flor ao peito
que o amor é como o vento
quem pára perde-lhe o jeito
e morre a todo o momento.


Se o meu sangue não me engana
como engana a fantasia
havemos de ir a Viana
ó meu amor de algum dia
ó meu amor de algum dia
havemos de ir a Viana
se o meu sangue não me engana
havemos de ir a Viana.

Ciganos, verdes ciganos
deixai-me com esta crença
os pecados têm vinte anos
os remorsos têm oitenta.


Romaria da Nossa Senhora d’ Agonia

Viana do Castelo 2008

domingo, 17 de agosto de 2008

Join us!


Mr. and Mrs. S
request the pleasure of your company
at the marriage of their daughter
Mary Jo
to
Mr. Michael Fred Phelps
Saturday, the sixth of September
Two thousand and eight
at four o’clock in the afternoon
The Chapel of Love
1458 Nevada Drive
LAS VEGAS, NEVADA

terça-feira, 12 de agosto de 2008

O pecado mora ao lado!


Pior fenómeno do que ter o Edcarlos na defesa do Glorioso SLB,
só mesmo ter pão quente a menos de 100 metros de casa
e queijo das Marinhas no frigorifico!
Tenho dito.

domingo, 10 de agosto de 2008

River? Party!

Destino: River Party, Alvarães, Viana do Castelo
Itinerário: SBM – FRG – Alvarães – FRG – Barroselas – Alvarães – FRG – SBM
Hora prevista saída: 14:50
Hora prevista chegada: 03:35 (+1dia)
Tripulação: Dream team com duas baixas a registar (Madjer entra no prolongamento!)
Temperatura exterior: ‘ai que está sol, quentinho, mas não espanta’
Refeições: o ‘5.9’ é quem decide hoje…


"Por isso quando num dia de calor

Me sinto triste de gozá-lo tanto,

E me deito ao comprido na erva,

E fecho os olhos quentes,

Sinto todo o meu corpo deitado na realidade,

Sei a verdade e sou feliz."

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Não era uma boa ideia...

… enviar a Marta Leite e Castro para dar as boas-vindas à Björk?

terça-feira, 5 de agosto de 2008

O meu onze!


A semaninha em Albufeira foi nota mil!! O nosso 11 portou-se muito bem, parecíamos que jogávamos juntos desde sempre. Fintámos o vizinho do nº21. Demos um bailinho às bolas de Berlim. Sofremos penalty cada vez que o ‘Modelo’ entrava na área. Os rapazes ficaram umas quantas vezes fora-de-jogo com a francesa, à beira da piscina. Mandámos para o banco umas quantas sangrias e caipirinhas (eu não, que sou ‘certinha’). Driblámos a dieta e sofremos golo da Diana Krall. Demos um hat-trick ao ‘La Bamba’. Não tivemos pedalada para o sprint dos crepes na marina de Albufeira. Não levamos a chuva para estágio, mas não nos esquecemos de atestar os níveis de palermice. Abrimos muitos espaços e estacionámos o autocarro à entrada da praia, que isto de se alinharem onze toalhas… Inventámos os ‘banhos à inconsciente’ e fizemos umas quantas trivelas aos horários das refeições. Fomos derrubados pelas sete horas e tal de viagem mas recuperámos as forças ao sol, enquanto fazíamos rir a vitamina D. Levámos cartão amarelo da vizinha, com a nossa aula de hidroginástica para grávidas, e tivemos de ‘acabar com a discoteca’ para não arriscar o segundo. Rimos na cara do árbitro e rimos das perdas de bolas uns dos outros. O resto não pode ser contado porque o que acontece na Oura, fica na Oura…

Agora, meus meninos, mãos no peito, que vai ‘dar’ o hino…




E ao intervalo passava sempre esta…




Foi uma semana que meteu favas, chouriço, macacos e bananas…, mas vai ficar para sempre no nosso disco rígido, já que temos a melhor defesa, o melhor meio campo e o mais demolidor ataque!!!

E porque 'em equipa que ganha não se mexe', cá fico à espera da próxima jornada, e a promessa de voltar a repetir o onze inicial...

*Prometem-se fotos para breve…

domingo, 27 de julho de 2008

O sonho (não) comanda a vida...


Hoje, e porque esta coisa está no ‘piloto automático’, recupero um texto que tem pouco mais de um ano. Tudo começou quando a Pipoca Mais Doce lançou um desafio no seu blog. Ganhei uma menção honrosa, ólarilas! Então cá vai…

“PASSATEMPO PIPOCA”

“Mantendo uma tradição secular, o Pipoca volta a celebrar os seus êxitos com um belíssimo passatempo. Desta feita, a ideia é comemorar os 150 mil visitantes que estão quase, quase, quase a ser atingidos (isto se não se lembrarem agora de fazer um boicote, que vocês são meninos para isso e para muito mais!). À semelhança do último concurso (validado por um representante do Governo Civil, que isto não há cá trafulhices), também neste a ideia é escreverem uma frase, composição, soneto, versos alexandrinos, o que vos der na telha, no qual constem as seguintes palavras ou expressões.


Álaber:


- Coa'breca!

- Patinho de borracha

- Perlimpimpim

- "Estou com uma dor no lombo que não me aguento"

- Sapatinho de verniz

-Inexorável

Se quiserem salientar o quão simpática e divertida é a Pipoca, estejam à vontade (sendo que os que me derem festinhas no ego terão muito mais probabilidades de ganhar...).”

Posto isto, cá vai…



O sonho (não) comanda a vida


Tony! Coa´breca! És mesmo tu?
Hoje, ao ouvir o Rei do Olympia (por acidente, claro está!), com o seu “Sonhos de Menino”, resolvi partilhar com a Pipoca os meus devaneios de criança… Já partilhei sonhos secretos com a prima que mora longe (e que não tem muita oportunidade de os tornar públicos), com a mãezona toda openmind, até mesmo com a bela e fofa da almofada mas, agora, com uma pipoca?? Uma pipoca??? Hum… Uns pozinhos de perlimpimpim e lá estou eu com sete aninhos… caracóis diabólicos, joelhos esfarrapados, calçõezinhos com padrões duvidosos e t-shirt dos Ninja! E ai de quem me tentasse alterar a “tóiléte”! Ninja inexorável!
Maria-Rapaz que só eu, nunca sonhei com o Príncipe que viesse à minha procura com o Sapatinho de Verniz (o de Cristal era caro, e até nos sonhos revelo humildade!), nunca quis ser médica nem cabeleireira, nunca ambicionei ser uma Posh Spice, nem tão pouco sonhei um dia vir a brincar com o Patinho de Borracha do Gianechinni, numa banheira cheia de rosas vermelhas… na altura, talvez me entusiasmasse mais Patinho do Becas! Ingénua! Estupidamente ingénua…
Em vez disso, tinha sonhos muito mais profundos!!! Partir uma perna era o maior deles todos! Ou melhor, andar de muletas… carregarem a minha mochila… e escreverem-me “João + Benfica = Amor”! Hum, que cena tirada de um sonho! Torcer ou partir o pulso direito também era coisa para me fazer feliz! Desde que houvesse gesso à mistura onde pudesse escrever aquelas filosofias todas… óptimo! :)
Mas os sonhos não se ficam por aqui… e usar aparelho? E óculos? Fui das únicas “piquenas” que nunca usou uma coisa nem outra, e talvez seja por isso que, quando me perguntam se tive uma infância feliz, sinto um aperto neste meu coração de águia e fico com aquela cara de “Estou com uma dor de lombo que não me aguento”. E, não! Aos sete, a dor de lombo ainda não era obra da chica… a minha Passarinha (né, Pipoca?) ainda voava feliz… mais inconsciente que a “Ceifeira” do Pessoa… mas esqueçamos este pormenor!
Para completar o bolo, só falta mesmo… a cereja! Cereja que é como quem diz, pontos na cabeça! Cabeça rachada! Ambulância! Pânico na cara da mamã! Pontos!!! Oh, os pontos!! “Quantos levaste, Zé? 5?? Txi… fraco… eu tenho 8!!ahahahahah”. O must era vir tudo de rajada… gesso na perna, aparelho, óculos e pontos, muitos pontos… quantos mais melhor!
Hoje, com mais algumas gramas (!) de juízo, agradeço nunca ninguém ter feito questão de satisfazer esses meus sonhos. E, assim, perante a não menos doce Pipoca&Associados, prometo reconsiderar o Patinho de Borracha do Giane… ai prometo, prometo!


E é isso... não tive uma infância feliz, confesso!eheh

sábado, 26 de julho de 2008

"As viagens são os viajantes!"


3... 2... 1... GO-O-OOOOOOOOOOOOO!!!!!


As viagens são os viajantes.
O que vemos, não é o que vemos,
senão o que somos.

Fernando Pessoa


Seis gajos, cinco gajas, o saldo não é favorável, mas que ganhem os melhores... ah, só mais uma coisa, que só haja sangue lá prós últimos dias. Agora, xauzinho!, que há um país inteiro a atravessar...